sábado, 20 de setembro de 2008

férias em Mallorca

Voltei das férias, 9 dias em Mallorca. A ilha tem uma geografia muito bonita e uma ocupação desastrosa – desordenada e total –, dezenas de milhares de leitos de hotéis para turistas, principalmente alemães e ingleses, assim como um dia será todo o litoral da Bahia (algo como uma Natal, RN, infinitamente prolongada). Exemplos negativos máximos: Platja de Palma e Port d'Alcudia, se isso é a Flórida da Europa, imagine a da Jamaica.

O mar é salgadíssimo e muito azul, daquele azul que se atribue ao Caribe, e as montanhas vão ao seu encontro na costa oeste. Na estrada estreita e em serpentina da serra, vistas deslumbrantes e um nó de gravata: para vencer o desnível, a pista tem um viaduto sobre si mesma. Muitos olivais, autopistas novíssimas a todos os cantos, moinhos de vento abandonados.

No nordeste, Capdepera e Artá parecem quase oásis de "vida normal", com o melhor café da ilha. Mais precisamente é a condição de ilha que reforça inequivocadamente em Mallorca a sensação de O Show de Trumann, evidentes em lugares como Veneza ou Salzburgo. A arquitetura histórica não é precisamente excepcional (destaque para o Castelo Bellver, em Palma), a contemporânea, idem.

Comida muito boa no bar de tapas RKO, inclusive o atendimento (nada da grosseria normal dos garçons espanhóis), sapatos Camper no local onde são fabricados.

A palavra da moda na Espanha parece ser multitudinário: em várias matérias de jornal, no noticiário da TV, em todas as partes, uma moda muito estranha, pois uma aglomeração de uma meia dúzia de 3 ou 4 já anda recebendo este rótulo por lá.

Voltamos de 27 graus para 11 na Áustria. E isso é só o outono...

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