domingo, 31 de agosto de 2008

Julian Opie no MAK

Há uma semana atrás fui à exposição de obras recentes do artista britânico Julian Opie, no MAK aqui em Viena. Fiquei fascinado. Fazia tempo que eu não me emocionava tanto com artes visuais. Eu havia visto o cartaz no metrô, achei aquela mulher com roupa de baile, pintada à maneira Pop, super simplificada e forte muito interessante. Boa parte do que está exposto não são pinturas no sentido material da palavra, e sim, imagens digitais, apresentadas em telas de LCD. É assim que, em um retrato, fixo, as jóias podem balançar em movimento pendular, ou os olhos podem de repente piscar, sem que haja nenhum outro movimento. É muito divertido.

Opie ficou famoso quando fez a capa do disco Best of do Blur. Eu conhecia a capa, mas não o artista.
O traço em pena larga, como um pilot de ponta redonda, que lembra a representação humana usada em desenho de arquitetura – antes do computador – aqui faz uso da máquina e entra em movimento cíclico. Todos os retratos contêm esta tensão fantástica de reduzirem ao máximo os meios (os olhos são dois pontos, e o rosto é formado pela linha de contorno, as narinas, linha da boca e sobrancelhas) e guardarem toda a individualidade do retratado.

Para mim, de dentro da minha ausência de referência de arte contemporânea, era como se o meu pintor preferido, Hockney, tivesse aprendido a usar o computador, com a ironia também rejuvenescida. O ponto alto fica com as paisagens, reinterpretações em movimento dos temas clássicos de enquadramento, atualizadas com os automóveis, animais, chuva, vento, movimento na água, tudo com a respectiva trilha sonora.

Passei a semana desenhando retratos à Opie. E fiz até uma animação para o casarão da rua chile "inspirada" nas suas paisagens.

Julian Opie na internet
http://www.julianopie.com/,

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