sexta-feira, 10 de julho de 2009

em ruínas

Anteontem passei pela Praça da Sé, depois de subir o plano inclinado. Tomei um susto: o Palácio Arquiepiscopal está em avançado processo de arruinamento. Os degraus da escadaria na sua entrada estão se desfazendo e uma calha rompida está simplesmente solta, fazendo com que a água da chuva destrua velozmente a sua fachada.
O abandono do centro antigo de Salvador é fato consumado, mas a igreja católica é uma instituição riquíssima. Ainda que não o fosse, ao menos o dinheiro conseguido com a venda da residência dos bispos no Campo Grande para dar lugar a um dos edifícios mais horrorosos da cidade deveria ter garantido pelo menos por um bom tempo a manutenção do Palácio.
Mas frente ao estado em que se encontra o claustro de São Francisco, também em Salvador, tentar salvar o Palácio Arquiepiscopal pode ser um luxo. Qualquer coisa na Bahia de hoje, que esteja além do nível da habitação para baixa renda de péssima qualidade, parece ser um luxo. Pobre país.

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