sábado, 8 de agosto de 2009

auto(i)mobilismo baiano

Nunca escutei uma pessoa de carne e osso falar sobre Stock car. Conheco esta expressao apenas da tv, em anúncios de reportagens de programas esportivos. Dai o meu grande estranhamento ao perceber que, nas ultimas semanas ao abrir a versao online do maior jornal do Estado da Bahia apenas para ter uma ideia do que acontecia por aqui, ja que eu estava fora, a tal da Stock car havia se tornado manchete principal quase que cotidianamente, pois uma etapa da tal corrida acontece este fim de semana em Salvador.
Ontem pela manha, ouvindo as noticias na radio, tive o desprazer de tambem escutar uma propaganda (a palavra e essa mesma) do governo de estado anunciando a tal da Stock car como a maior das maravilhas, que ira trazer mutos beneficios ao estado. Mais uma vez muito dinheiro publico envolvido em um evento (sim, aqui a palavra novamente e acertada, algo que acontece e desaparece em seguida) vendido na mídia como se tivesse a capacidade de rendencao social que talvez a inauguracao de um hospital decente, de uma nova boa escola (ou apenas salarios muito melhores para os professores), ou de um sistema de transporte coletivo teriam. A efemeridade do evento porem traz a mesma volatilidade eficiente da publicidade, alem de dobrar os orcamentos. Tudo sob(re) controle.
Hoje pela manha foi a vez de um politico de grande influencia na Bahia afirmar que, como a Stock car, a vinda da formla indy (alguem que nao sejam os reporteres da tv bandeirantes assiste àquilo?) irá trazer muitos benefícios para o estado e que o fato de este outro evento vir a se realizar em Salvador é "um interesse de todos os baianos". Meu nao. De jeito nenhum.
Tudo isso me faz lembrar do segundo governo de J. J. Seabra, quando o homem que havia feito o porto novo e a Av. Sete só conseguia inaugurar estátuas pequenas em pracas. O imobilismo baiano é a recorrência do segundo governo de Seabra: quando do pao e circo, somente o circo ja basta, e esse com uma lona bem furada, animais que ja foram transformados em churrasquinho para os artistas que sobraram e uma arquibanca a ponto de desabar a qualquer momento, sem que com isso o espetaculo sinta necessidade alguma de parar. Por que pararia?

Um comentário :

Cleiton disse...

20060101
puro amadorismo, será que o chefe do executivo ganhou algo pra fechar esse contrato? o público ainda continua se misturando com o privado na administração pública, seria interessante a construção já deverás tardia de um autodromo, mais nem o metrô saiu ainda, passei o fim de semana no Rio dia 16/08 o problema agora lá é que o metrô já não consegue atender a demanda chegando até não parar nos pontos, interessante é o projeto do trem que vai ligar Rio - SP, como estamos atrasados!