quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

fim de ano da cultura na bahia, instituto do cacau

Recebi o link via emails enviados por Pedro e Mauricio, Samuel Celestino comenta a destruicao de platibandas (eu imagino que sejam as marquises) do Instituto do Cacau em obra executada pelo governo do Estado da Bahia. Estamos acostumados a tanta coisa, às barreiras absurdas impostas por parte dos órgaos de preservacao a qualquer projeto de reconstrucao de imóveis no centro histórico (ou antigo, como queiram chamá-lo), à ruína que se alastra por toda a área central por falta de trato, ao abandono de tudo durante três anos para que o quarto ano pareca cheio de realizacoes, às máquinas de ar condicionado sobre o Elevador Lacerda, ao estado de abandono e destruicao a que chegou a principal obra de arte no estado da Bahia, e uma das mais importantes do mundo, os azulejos do claustro de Sao Francisco, à completa falta de compreensao da importância do Edificio Caramuru com que sua re-habilitacao para o uso foi executada, à feiúra da Saúde, ao descaso com a Baixa dos Sapateiros, aos novos índices de utilizacao vigentes em toda a cidade, a alguns dos prédios mais feios do Brasil, à favela consolidada na encosta do Santo Antonio, à destruicao paulatina das obras de Lina Bo Bardi, à descaracterizacao dos edifícios de Bina Fonyat, seja no Comércio, seja em Ondina, que é realmente louvável alguém ter escrito algo sobre a destruicao da platibanda (ou marquise) do Instituto do Cacau. Porque dentro deste quadro, mesmo se tivessem decidido destruir o prédio inteiro, poucas vozes iriam estar em contra. É a cultura na Bahia.

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