sábado, 12 de dezembro de 2009

o ano d ou um balanço musical

este balanço não é sobre arquitetura; neste ano que passei em Salvador depois de algum tempo fora não consigo lembrar de nada no campo da arquitetura local que merecesse entrar em um balanço de 2009.
Por sorte música nao está tão ligada assim ao lugar. E em termos de música, este ano foi o ano da letra d. No Brasil, Diogo Nogueira se tornou o cantor que há tempos fazia falta. Diferente de vários lançamentos de filhos de alguém dos útlimos 10 anos, que só fazem desdizer o ditado "filho de peixe peixinho é" (talvez Martinália seja a exceção entre tantos filhos de estrelas passadas que deveriam ter escolhido outra carreira), Diogo Nogueira é excelente cantor, sabe muito de samba, é simpático e alto astral. As canções de seu disco mostram uma versatilidade grande para quem já fez sucesso com sambas-enredo. O único senão do CD é a recorrência da citação da palavra deus, que eu espero estar ali apenas para dar um toque de discos antigos de sambistas como Cartola. Produção correta, música quase atemporal, quase conservadora, mas na voz de um cara bamba de verdade. Mais um verão do samba.
Fora do Brasil, o que mais curti este ano foi Dent May and his Magnificent Ukelele. Diversão e inteligência com muita irreverência (basta ler o nome da banda) e clips adoráveis. Dent May ... é a minha resposta imediata à pergunta: "o que é que você está curtindo agora?" Quando um desenho é levado cuidadosamente a todas as partes do que está sendo produzido, quando se canta bem, quando o produto pop é inteligente e múltiplo, quando um instrumento é tomado como fetiche-homenagem-deboche, quando a música é displicente, magnética e melódica. E faz rir muito. "I'm an alcoholic....!"

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