domingo, 13 de dezembro de 2009

o ano do rádio

nunca ouvi rádio tanto como em 2009. Como algumas pessoas que foram adolescentes nos anos 80 em Salvador, a ascensão comercial da música para o carnaval feita nesta cidade me afastou completamente deste meio de comunicação. Em uma cidade de hegemonias sufocantes, apenas alguns programas na aratu fm daquela época serviam de motivo para seguir algo pelas ondas de transmissão. Quando a Transamérica passou a transmitir o programa do sudeste do país, já era tarde, a aversão era definitiva.
Em Viena, a melhor rádio é obviamente a de música erudita, mas tem o problema de falarem demais (as rádios de música eletrônica e alternativa são ótimas, mas ganharam corpo apenas na segunda metade dos anos 90 por lá). Apenas com a internet é que minha relação com a rádio começou a mudar.
Mas se este é o ano da rádio, o é graças ao programa de Ricardo Boechat pelas manhãs. Informação e diversão, comentários abertos e incisivos, o tipo de noticiário que há muito tempo faltava. Os comerciais são repetitivos demais e a tal da Hora da Indústria Brasileira, ou algo assim, tem um nível de tédio dos piores momentos da hora do brasil: nada que diminua a condução do programa, dez. Eu já acho que o Boechat da TV deveria dar lugar ao da rádio, e ser acompanhado de gente mais, digamos assim, animada.

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