terça-feira, 18 de maio de 2010

jejum encerrado

A última vez que eu havia ido ao cinema ainda era dezembro... neste fim-de-semana fui duas vezes: no sábado assisti ao filme de Tom Ford, com o impronunciável e impossível de ser escrito título de novela da seis com Lauro Corona e Glória Pires, que resolveram aplicar ao filme aqui no Brasil. No domingo, assisti a um outro caso de título absurdo em terras brasileiras, o filme israelense que se chama originalmente eye wide open e trata de um amor homossexual na comunidade ortodoxa de Jerusalém. Queríamos ir ao teatro, mas a peca foi cancelada (Breno ainda reclama). O filme de Israel é super classico, com aquele formato de filme em lingua estrangeira para concorrer ao oscar, com uma narrativa muito conservadora. Destaque para o tratamento da imagem sem sombra, o que nao deixa de gerar um estanhamento interessante, e para a insercao dramática da sombra. O tema é tratado da maneira mais pesada possível, e no fim a única mensagem que o filme traz é que religiao nao faz bem a ninguém. Achei pouca coisa para um filme. Mas os atores eram bons.
Já o de Tom Ford me fez sair da sala do cimena pensando: wenn ich eine Frau wäre, dann würde ich gern Julianne Moore sein. Sonia Dias me perdoe. Mas Tom Ford a fotografa assim como Almodovar o fez com Penélope Cruz no seu último filme: esta é a grande razao de elas estarem em cena. Só que Julianne Moore nao precisa de comentários e nem de fotografia. Aliás, o filme tem uma sequencia explícita de homenagem a Almodovar (a citacao de Todo sobre mi madre abrindo para a entrada de um personagem vindo de Madrid para Los Angeles), mas Celsinho me disse que o filme inteiro é sobre Almodovar. Concordei.
Gostei do filme, embora eu tivesse ficado com uma ligeira sensacao de que a ideia de filmar este texto e o filme propriamente dito estariam mais adequados há uns dez anos atrás. Colin Firth tem uma atuacao brilhante, um carro lindo e uma casa fantástica. Radiohead citado também. E muito band-aid (isto eu nao entendi exatamente, aceitei como fetiche). Um filme a ser visto, um programa bom para o sábado chuvoso que foi. Depois cortei o cabelo.

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