quinta-feira, 1 de julho de 2010

11 horas sem energia elétrica

Ontem, às 18 horas do dia 30 de junho, faltou energia elétrica em parte dos bairros de rio vermelho e ondina, fornecimento que só foi restabelecido hoje, dia 1 de julho, depois das 5 horas da manha. Foram 11 horas sem energia elétrica.
Era como um apagao cubano, daqueles que a populacao da ilha caribenha tenta advinhar quando comeca se será longo ou pequeno. Ontem, depois da primeira das tentativas de conserto que foi notada através de alguns mínimos segundos com energia seguidos de um estrondo monumental, além de sair correndo para retirar todas as tomadas da parede, percebi que se tratava de um apagao padrao cubano (e nao de um apaguito). Mas nao imaginava que iria durar 11 horas.
Diferente de Cuba, o servico de energia elétrica no Brasil está a cargo de companhias privadas. Igual a Cuba, eu nao tenho opcao alguma de escolher de onde comprar minha energia elétrica. Na Bahia há um monopólio no setor. Depois de passar 11 horas sem energia elétrica eu nao posso cancelar o contrato e procurar uma outra empresa, porque se eu fizer isso, ficarei sem energia elétrica, pois nao há outra empresa.
Quem hoje está no poder em Brasilia fez campanhas acirradas contra as privatizacoes quando era oposicao. Sem desejar que Cuba seja aqui, sou contra a privatizacao dos servicos de água, luz, transporte público, educacao e saúde. E, no Brasil, decorrente da situacao absurda dos servicos e tarifas, do servico de telefonia também.
Mas depois de sete anos da República do Tênis Novo nao vi nada ser feito para por fim a Monopólios capitalistas absurdos como o do servico de energia elétrica na Bahia. As tais agências reguladoras de todas as áreas nao agem como deveriam (alguém me diz onde pode ser feita uma reclamacao contra o servico dos supermercados????). Eu creio que 7 anos é tempo mais do que suficiente para enfrentar um problema destes e, no caso da Bahia, os últimos anos com o governo do estado nas maos do mesmo partido do governo federal deveriam ter sido a situacao ideal para a solucao de tal problema. Mas pelo visto isso sequer é visto como um problema.
A República do Tênis Novo nao deixou de aprimorar o melhor capitalismo do mundo do ponto de vista das grandes empresas, tolerando e com isso estimulando monopólios, neste aspecto só sendo ultrapassada ultimamente pelo capitalismo chinês. Ou pela Venezuela, onde já estao à frente na construcao de um monopólio absoluto e estatal na área das comunicacoes. Neste momento, o futuro do Brasil dá mais medo do que nunca.

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