sexta-feira, 27 de agosto de 2010

mudando um pouco a percepção

até agora entendia a história da Professora de Piano, filmada por Haneke, escrita por Jelinek (ao escrever isso fico assombrado com a cultura austríaca contemporânea, o úlitmo encontro deste quilate no Brasil deve ter sido na época de Jobim e Vinicius, Niemeyer e Costa) como uma história particular que tem a Áustria como um lugar que garante a sua verossimilhança. Mas esta semana algo me fez senti-la mais como um comentário social, assim como uma parábola, um pequeno quase ensaio antropológico, não mais sobre a Áustria, mas sobre a cultura ocidental decadente debatendo-se com os limites de sua reprodução para a perpetuação. Viajei, talvez, mas a história é boa exatamente por isso.

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