sexta-feira, 8 de outubro de 2010

o fim do mundo, como nós o conhecemos, e achamos bom

O jornal de maior circulação no fim do mundo confirmou hoje que o fim do mundo continuará onde está por muito tempo.
Nele, a notícia do prêmio nobel de literatura concedido a Mario Vargas Llosa nao se tornou manchete, ficou como um link diminuto ao lado de Durval Lelys, do mesmo tamanho, ou seja, sendo dada a mesma importância.
O curioso leitor que abrisse este texto deparava-se com uma tradução da AFP, sem nenhuma alteração. Agora há pouco, já à meia-noite de quinta para sexta, o tal texto estava um pouco modificado, mas nada de falar do livro do autor sobre o qual os meios de comunicação brasileiros em uma ocasião com esta não podem deixar de comentar: A Guerra do Fim do Mundo.
Não é necessário explicar, mas provavelmente nenhum escritor agraciado com o nobel de literatura tenha antes de Vargas Llosa escrito um livro cuja história se passe na Bahia. É aqui mesmo, no fim do mundo. Condição à qual esta terra insiste em se agarrar, já que no seu jornal de maior circulação parece que ninguém deve saber disso. Creio que ninguém nesta redação deve tê-lo lido, de outra maneira não se explica tal omissão. É o fim do mundo.

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