quinta-feira, 14 de outubro de 2010

a pequenez do fim do mundo

Vargas Llosa voltou hoje àquele mesmo cantinho da edição online do maior jornal de circulação do fim do mundo. E ele só voltou porque uma das funçoes básicas do fim do mundo é afirmar a sua condição mesquinha, orientada-ao-próprio-umbigo e burra. O autor de A Casa Verde volta em um artigo que narra uma entrevista sua a outro periódico nacional (é claro que o periódico do fim do mundo não tem jornalistas para isso), onde simpaticamente ele é obrigado a responder sobre que autores brasileiros ele considera merecedores do Nobel. E porque ele cita Jorge Amado é que este jornal de nome vespertino resolveu fazer disso um artigo. Sim, e eles finalmente registraram que A Guerra do Fim do Mundo é a história do Conselheiro e de Canudos. E para a pequenez do jornal de depois do meio-dia, este livro tem destaque porque explicaria toda a América Latina (e Vargas Llosa disse isso pensando em outra coisa, estou seguro), mas para tal periódico é como se isso fosse motivo de se orgulhar da Bahia. Realmente ninguém ali deve ter lido o livro. É o fim do mundo, e sem perspectiva de deixar de sê-lo. E todos (quase todos) acham-no legal.

Nenhum comentário :