sábado, 4 de dezembro de 2010

desde a bahia não-profunda: populismo de 4 de dezembro

A emissora de TV mais vista no fim do mundo faz jus à sua condição geográfica, aliás é um dos elementos fundamentais de sua perpetuação. Seus telejornais brilham mesmo em festas populares, datas cívicas, aglomeraçoes religiosas, e se for verão então, temos prato feito. Assim foi hoje, ao noticiarem a festa/missa/aglomeração no Pelourinho para saudar Santa Bárbara.
Confesso que às vezes gostaria de descobrir um responsável pelo que é mostrado, mas creio que redator-chefe, editor de imagens, repórter e povo dividem igualmente este pódio. Primeiro um senhor tratou de Santa Bárabara e de Iansã como duas personagens históricas, para depois sair pela tangente mais ou menos consciente do que tinha falado, encerrando o paralelo que ele tinha inciado com uma resvalada pelo acostamento. Na sequência, falou o padre da missa-show, dizendo por sua vez que Santa Bárbara era exemplar para todas as mulheres por ter sido alguém que se opôs à família e seguiu seu próprio caminho.
Duas mensagens tão esquisitas, tão esdrúxulas, em meio a imagens da santa quase caindo do andor, gente gritando e batendo palma como se nao se tratasse de uma missa e um passeio da câmera pelo altar no mercado na baixa dos sapateiros: a bahia, não sei não.

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