sábado, 15 de janeiro de 2011

Me leve a qualquer lugar: Tennis, ao vivo em Munique, 14 de janeiro de 2011

"muito, muito obrigado. A nossa banda existe há apenas 8 meses e nós temos 13 cançoes e já as tocamos todas hoje à noite, infelizmente não temos nada mais para tocar! Muito, muito obrigado": com mais ou menos estas palavras Patrick Riley, guitarrista da banda Tennis, retornou ao palco ontem à noite para agradecer os aplausos e se desculpar por não poder oferecer um bis. Não deixou de ser um charme, mas para um repertório deste tamanho é a única atitude correta depois de um show de pouco menos de uma hora que foi incrível de tão emocionante, vigoroso, e dançante (no Brasil teria sido um show dançante, tenho certeza, mas na Alemanha...).
Os três subiram ao palco do clube 59:1 sem nenhum alarde pouco antes das 22:00 horas e as cerca de 200 pessoas da plateia se aglomeraram à frente da banda, que abriu o show visivelmente nervosa, cumprimentando a platéia apenas depois do primeiro número, Take me somewhre, também primeira do disco. Na seqüência das cançoes, Alaina, vestida em um conjutinho escuro de saia e blusa justos que a levaria a ser confundida no Brasil com uma testemunha de jeová, foi soltando cada vez mais a voz - aqui e acolá, ao vivo, você pode lembrar da voz de Cindy Lauper - e entre um refrão e outro, durante os solos de Patrick, ela dançou alucinadamente como se fazia nos anos 60, tão fiel à época como a sua música o é à surf music.
Entre uma canção e outra, as explicaçoes de como foram escritas ou sobre o texto, sem deixar de lado as quase ingênuas, quase teatrais histórias sobre o tempo que passaram velejando. E um sorrisinho nervoso de quem pode beirar o histerismo. Adorei.
O som da banda ao vivo é muito mais forte e limpo que as gravaçoes do cd sugerem (ali tem um efeito vintage talvez exagerado) e os vocais muito mais soltos, o que já se pode ver nas faixas do daytrotter. James Barone, o baterista, manda muito, preenchendo com bastantes variacoes o pano de fundo, Patrick é muito bom guitarrista - e tocou algumas cançoes de maneira bastante distinta das gravaçoes - e Alaina comanda tudo com seu teclado que faz as linhas do baixo e alguns solos (dez para a mudança de velocidade na introdução de South Carolina). Não deixa de parecer que o teclado é o novo auxílio luxuoso depois da formação guitarra-bateria de alguns anos atrás.
South Carolina é até agora a minha preferida, com o inesperável verso the little ilands lees, e foi muito, muito bom ouvi-la ao vivo, mas o público vibrou mesmo com o "hit" da banda, Marathon. Foram muito aplaudidos durante toda a noite e não foi possível disfarçar a empolgação e a crescente segurança no palco, bem de quem está começando. Super legal.
Terminado o show, como Patrick voltou ao palco e dali não saiu mais, conversando uma ou outra coisa com as pessoas, fui ao balcão onde vendiam cds, comprei um e fui até ele para pedir um autógrafo, que ganhei com direito a dedicatória e tudo (e com uma letra a mais no meu nome). Fui embora feliz.
Ao vivo, Tennis mostra porque em tão pouco tempo já faz sua primeira turnê européia; redondinhos na realização de uma estética, mostram que podem mais que isso. Que venham outros ventos. E que viva a internet e o daytrotter.
PS o clube 59:1 é um lugar bem interessante, passando por Munique, vale a pena conferir a programação.

comprados desde dezembro

de tênis ao show de Tennis

o autógrafo

Nenhum comentário :