quinta-feira, 14 de julho de 2011

novelinha ou macrossérie? 2° capítulo de O Astro

Acabo de assistir ao segundo capítulo de O Astro sem ter visto o primeiro: Carolina Ferraz fantasiada de Ivete Sangalo em uma sucessão de continuidades espaciais esotéricas de gosto duvidoso. O Astro é uma novela de uma época quando o esoterismo dominava o Brasil (as letras de Paulo Coelho & Raul Seixas o comprovam) e a abertura - em seu estilo breguíssimo da rede globo parece tentar nos ensinar que tudo dos anos 70 correspondia ao supra-sumo da elegância e que hoje somos um bando de gente de mau gosto - deve concorrer com a de O Clone pelo título de a pior de todos os tempos do mundo mundial.
Francisco Cuoco parecia um remake de Mister M. Mas ruim mesmo é o texto e as interpretacoes dos atores: a cena inicial, do filho nu no meio da festa, e a saída dele ao final, dominado por médicos a serviço do mal, são tão anacrônicas, tão carregadas e desproporcionais, que parece que os autores não retiraram nem um pouquinho do patos bolerístico dos textos de novelas de quase quarenta anos atrás: logo, logo, vai ter personagem chocado ao ouvir alguém dizer que fulana é desquitada! OHHHHHH!!!!!!!!!!!! E no meio disso tudo uma cena de botequim típica de novela das oito, nada a ver.
Muito ruim, só não é completamente ruim o fato de não terem feito outra gravação da música de abertura. Porque já me imagino a. c., a pior cantora do mundo mundial, de microfone em punho. Seria adequado.

Nenhum comentário :