sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Koolhaas em Sao Paulo, ou Lagos é aqui (nao o Haiti)

Pelo visto pouca gente leu os livros de Koolhaas, para tanta indignação ou incômodo por conta da semelhança apontada pelo arquiteto entre São Paulo, Lagos, Jacarta e Manila.
Deve ter muita gente mesmo acreditando neste papo de que o crescimento do PIB resolverá todos os problemas da nação, mesmo que boa parte desta crença cada vez mais me pareça uma maneira de tentar recalcar a culpa de quem parou a reflexão antes da hora. Refletindo só um pouquinho, qualquer um pode ver que isso não vai dar certo.
Lagos é algo mais que a Feira de São Joaquim, certo?
Porque se o incômodo ou a indignação é com o conteúdo do livro, porque então trazer Koolhaas ao Brasil se não queriam escutar a constatação mais óbvia que ele podia ter feito?
Caetano disse há muito tempo atrás, na canção que fala da cidade, que narciso acha feio o que não é espelho; o brasil de hoje insiste em não enfrentar o espelho, achando ruim quando alguém o obriga. Recusa feia.
Uma das piores coisas que há é exatamente isso, arrogância sem motivo. Ignorância, bobagem.

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