domingo, 5 de fevereiro de 2012

born to die, impressoes rapidas sobre o disco de LdR

a primeira coisa que se constata ao ouvir o disco de Lana del Rey é que ela também tem que "cantar-falar como quem inveja negros que sofrem horrores no gueto do harlem": pelo visto a pressao da gravadora é tao grande que mesmo uma branquela rica da costa leste tem que ser acompanhada das super monótonas marcacoes rítmicas a la hip-hop/rap para poder ter um lançamento mundial como ela teve. quem diria que em tempos ainda anteriores ao fechamento do megaupload & co as gravadoras teriam tanta influência sobre a producao das faixas... e ainda teve gente que nao quis acreditar na mocinha de lábios grossos quando ela disse que tudo era fake...
as faixas sao tao obviamente comercialmente produzidas que infelizmente tive que lembrar da única vez que escutei o disco da cantora brasileira de visual mega-super-über-gobi de carreira impulsionada por caetano, milton e a novela das oito: era um disco tao careta, tao conservador nos arranjos, que até um disco de Simone poderia parecer mais moderninho. é óbvio que Lana del Rey nao está neste nivel de conservadorismo na producao, mas que se arriscaram pouco, ah sim, muito pouco.
ao menos LdR nao imita as vaporosas adolescentes da segunda metade da década de 90 e tampouco o ouvinte tem que escutar uma respiracao ofegante-de-motel no intervalo entre cada verso. isso já é alguma coisa. bom mesmo é ver que, apesar do anunciado nas imagens dos videos e nas referencias Elvis e Jim, o disco nao cai numa estética retro-nostálgica óbvia.
por enquanto, entretanto, as imagens que vem de LdR sao mais interessantes do que a música. que venha o próximo.

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