sexta-feira, 3 de agosto de 2012

dois meses em greve

O teatro pode parecer perfeito, da perspectiva de quem montou a encenação: o patrão acerta com os pelegos que um mês antes das férias eles estariam liberados para organizar uma "greve" no período coincidente com o das férias. Os pelegos fazem de conta que iniciam uma greve na última semana de trabalho do semestre, quando todas as aulas já poderiam ter sido encerradas; juntos com o patrão encenam uma negociação e decidem fechar um acordo uma semana antes de as férias terminarem. Assim, pelo roteiro esquemático deles, as férias viararam greve, para que o patrão e os pelegos não perdessem nada e ainda pudessem dizer aos estudantes que, se fosse por eles, não haveria nenhum atraso no semestre. Acontece que este teatro tem um cenário vagabundo, uma iluminação desastrosa e um diretor sem nenhuma noção de consistência dramática. E ninguém está mais sentado na platéia.

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