domingo, 4 de agosto de 2013

dias de cão

Ao sul de Viena, a grama e o que não foi cultivado nas plantações de milho ou trigo, tudo está seco depois de vários dias com temperaturas acima de 30°C.
São os dias de cão, imortalizados no filme homônimo de Ulrich Seidl, no original, Hundstage. Muito longe de qualquer brisa marinha, quando o calor do Saara chega aos Alpes, é preciso esperar que alguma potente frente fria vinda de longe cause um toró. Está tudo lá no filme.
Há muitos séculos estas semanas entre finais de julho e início de agosto são assim chamadas na Áustria por reunirem os dias mais quentes do ano, não por acaso, simetricamente, o período do ano onde com maior freqüencia acontecem no sul e suldeste do Brasil os dias mais frios do inverno.
Há alguns anos atrás, Anete e Paeta vieram me visitar exatamente em uma semana como esta de agora. Mal conseguíamos ir de sombra em sombra para ver as casas de Adolf Loos no 13° distrito. Paeta disse que ia voltar correndo para Aracaju para passar menos calor.
Este foi um domingo no meio dos dias de cão, que este ano vieram com toda força (já so sábado, foram batidos todos os recordes históricos de medidas de temperatura). Um dia com direito a trovão, raio e chuva depois do por-do-sol.
Agora pela manhã, os jornais falam da grande destruição que este toró causou ontem em várias partes da Áustria e sul da Alemanha. Neste momento, o sol está de volta, como se nada tivesse acontecido: previsão do dia: 36°C!

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