quinta-feira, 6 de agosto de 2015

sobre o 6 de agosto

Estes dias eu so tenho lembrado das votacoes sobre a EBSHER na universidade.
E como tenho me lembrado disso...
Afinal, estamos diante de uma situacao identica, extrapolada do hospital universitario para a universidade como um todo.
A unica solucao que o governo tem hoje para o corte de verbas é a privatizacao, mesmo que parcial e camuflada de "empresa de interesse publico", autonoma para fazer muitas coisas com o hospital, como é o caso da EBSHER (por exemplo, esta empresa pode assinar contratos com universidades privadas para usar as instalacoes do hospital para a formacao de medicos destas universidades, em detrimento da qualidade da formacao dos estudantes da federal).
Entao eu imagino que o argumento de defesa da EBSHER, usado agora para toda a universidade, deveria encontrar amplo apoio na comunidade acadêmica, como foi o caso do hospital há alguns anos.
Ou nao?

A minha interpretacao da situacao atual, que venho compartilhando com colegas mais proximos desde o inicio da discussao sobre os cortes (ou seja, antes da greve) é que temos 50% de cortes que correspondem exatamente ao numero de estudantes que hoje acessam a universidade fora do sistema de cotas: entao, há um contexto politico construido para solicitar a estes que acessam sem cotas que contribuam para a recomposicao do orcamento. E tenho a impressao que muitos dentro da universidade aprovariam tal solucao, já que 50% dos estudantes continuariam tendo acesso "publico e gratuito" às universidades federais.

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